Falavas-me das gotas de suor que deixava no teu corpo, quando delineavas com a pintura dos teus dedos o meu rosto. Sim, sempre que te conheci de pintares as telas à mão, como o instinto te guiava. Era engraçada a forma como todos os teus quadros tinham um cheiro característico - como se todos os que me ofereceste fossem originais. Descobri pouco a pouco que partilhavas todos esses quadros com os teus (des)amores. Não era a única.Afinal, não passavas de um palhaço com a mania que era pintor.
