
Olhei-te,
fora dos olhos.
Escutei a maresia enquanto
sonhava contigo de noite.
Estavas ausente de corpo
como se de uma alma te tratasses.
Não te vi por dentro,
nunca te conheci.
Mas eu olhei-te,
fora dos olhos.
E chamas-me Cinderela como se uma boneca de porcelana se tratasse. Fazes os teus engenhos e cobras com a saudade que outrora me preenchia o coração. Falas das histórias que vivemos e de todos os sorrisos de princesa que deixavas no meu rosto de vidro que era composto de pequenos pedaços partidos. Mas esqueces-te que foste tu quem me roubou o sapatinho.
Meu querido, já não se vendem bitoques a um euro e meio.
- Amor, espera!
Corre incessantemente o sabor dos teus lábios nas minhas veias; propaga-se por todo o corpo e chega ao coração. Eu não deixo que lhe toques - não te pertence - mas tu insistes em lá chegar. Bem eu podia esperar sentada pelas tuas promessas. Mas o pior foi quando cheguei a casa e recebi um convite para o teu casamento com a cobra manienta... Então e eu?
